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[...] O Congresso Açoriano de 1938, conforme a escrita que dele se fez, teria sido organizado com competência, articulando diferentes facetas da vida do Arquipélago dos Açores. Lembra-nos José Medeiros Ferreira que o evento se realizou “num dos períodos mais duros da ditadura salazarista, fortalecida pelo decurso da guerra civil em Espanha e pela afirmação de ideologias autoritárias, centralistas e imperiais no continente europeu. Em 1938 todos se preparavam para a guerra”. Apesar deste contexto, a imagem que se tem é a da constituição de um lugar apolíneo onde homens e mulheres aparentavam desinteresse e mostravam erudição. Criou-se todo um sistema de imaginários capaz de mobilizar vontades, de atrair adesões e, neste caso, interessava publicitar, no Continente, os interesses dos Açores. A festa, geralmente, é tomada como um lugar ...
Até hoje Eduardo Mayone Dias publicou seis livros de crónicas: Crónicas das Américas (1981), Coisas da LUSAlândia (1983), Novas Crónicas das Américas (1986), Crónicas da Diáspora (1993), Miscelânea LU.S.A.landesa e O Meu Portugal Antigo e Distante (1997). Este estudo pretende contribuir para uma tipologia das crónicas de Eduardo Mayone Dias, propondo ao mesmo tempo algumas achegas para uma leitura do itinerário temático e ideológico da crónica eduardiana vis-à-vis uma das constantes mais dramáticas da experiência portuguesa deste século: a diáspora, nas modalidades principais de emigração assalariada e exílio. Conquanto abarque os seis volumes de crónicas, este trabalho privilegiará O Meu Portugal Antigo e Distante. O título do meu trabalho, “uma certa maneira de estar na vida”, é uma frase tirada - e aqui empregada numa acepção di...
[...] Uma conclusão parece desde logo legítima e segura: até finais do século XV, seriam muito poucas as armadas que levavam médicos ou oficiais de saúde nas suas guarnições. A partir do início de Quinhentos, porém, tal presença foi-se tornando cada vez mais frequente, não tanto como elementos integrados nas tripulações, mas sim porque nelas se encontravam na qualidade de passageiros. É o caso, por exemplo, daquele Mestre João, físico, embarcado em 1500 na armada de Pedro Álvares Cabral, do Mestre Afonso, cirurgião, que em 1510 seguiu na frota de Diogo Mendes de Vasconcelos, ou de Mestre Lourenço, também cirurgião, que em 1512 embarcou na nau S. Gião, sob o comando de Garcia de Sousa, para não falar de Garcia de Orta que velejou para a Índia em Março de 1534, na armada de Martim Afonso de Sousa, e em Goa viria a publicar, volvidos...
A documentação concelhia da “muy nobre e leall villa de Sanctarem” que se possa hoje em dia consultar é escassa até ao século XVI. Quem percorrer a Contribuição para um inventário do Arquivo Municipal de Santarém, de António Mário Pedro, fica com esta ideia bastante reforçada. Uma peça particularmente importante e devida à iniciativa régia sobreviveu, tendo, porém, passado despercebida até agora: o cadastro das propriedades camarárias, conservado na Torre do Tombo, feito no ano de 1500 pelo escrivão João Dias, escudeiro da casa real, por ordem do licenciado Diogo Peres, do desembargo régio, enviado por D. Manuel I por todos os seus reinos com alçada nos assuntos relativos às capelas, instituições assistenciais (hospitais, albergarias, gafarias, confrarias), orfãos, resíduos, próprios e rendas dos concelhos. O mesmo intento reformista...
Entre 1846 e 1849 surgiu um movimento cívico que visava “colocar a nação a par das mais adiantadas no regime económico”. Ocorreu, após a Maria da Fonte, saído de uma proclamação de Claudio Adriano da Costa, que não chegou a ser publicada, mas foi difundida por entre personalidades que se movimentavam nos meios económicos e políticos da capital. Rapidamente granjeou aderentes e suscitou grande entusiasmo nas várias reuniões que se realizaram em menos de três semanas, entre 19 de Julho e 6 de Agosto de 1846. A situação política agitada, que desembocou na guerra civil da Patuleia, determinou que os trabalhos da Liga cessassem, mas não impediu - ou, até, estimulou - o seu regresso, exactamente dois anos depois, ainda com maior pujança, envolvendo gente de todos os quadrantes políticos e de norte a sul do país. Após um reinício fulguran...
O mundo em que nós vivemos hoje em dia, consequência directa do fim da guerra fria, caracteriza-se, em nosso entender, por uma grande imprevisibilidade que se verifica a vários niveis. Parece ser aceitável dizerse que as relações internacionais desde o fim da Segunda Guerra Mundial até à queda do muro de Berlim, em 1989, foram caracterizadas mais pela sua estabilidade do que pela sua instabilidade, na medida em que, muito embora a possibilidade de ocorrer um conflito entre as duas superpotências fosse real, o facto é que quase tudo estava perfeitamente definido. Neste momento, a incerteza, a instabilidade e a insegurança parecem ser as características mais relevantes dos nossos dias, como se pode facilmente verificar através de vários exemplos, nomeadamente aquele que se regista no Kosovo e que constitui um prova inequívoca das cons...
Falar de alcomonias é penetrar no mundo das nossas origens, recordando culturas que se cruzaram com a nossa; falar de alcomonias é informar o resto do país de uma tradição dele quase desconhecida, que se manteve escondida num lugarzinho do litoral alentejano. Reminiscências de uma prática doceira que aí conseguiu não só conservar a sua especificidade, como manter ainda hoje uma surpreendente vitalidade. Um toque especial de sabor mourisco, sem requintes de exibicionismos, só marcas de antiguidade. Sabores da tradição, de origem caseira, de confecção limitada, no tempo e no espaço: sazonal e regional. Um elemento histórico e cultural que encerra segredos da sabedoria feminina árabe e alentejana, a não deixar morrer. [...]
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