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2014-01-01
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Num mundo em transformação, sem ameaças claramente definidas mas
cheio de incertezas e de riscos, as organizações internacionais responsáveis por
assuntos de segurança e de defesa procuram adaptar as suas estruturas e
conceitos ao novo ambiente. Uma dessas organizações é a NATO, que hoje
enfrenta desafios totalmente diferentes aos que originaram a sua criação. Mas a
reestruturação da NATO está a ser também fortemente influenciada pelos
conceitos nacionais adoptados pelas grandes potências para a reorganização das
suas próprias forças, pela possibilidade do seu alargamento a Leste, pela
provável alteração dos estatutos da França e da Espanha na estrutura militar
integrada e ainda por imperativos de economia e de uma mais equitativa partilha
de encargos (burden sharing). Assim, as realidades geopolíticas e as razões
militares ...
O modo como tem evoluído a concretização
do projecto comunitário na Europa revela uma
oscilação entre a ideia de antecipação (em que
os programas negociados entre os diversos
Estados europeus procuram responder com
eficácia às questões políticas futuras) e a ideia
de adaptação (em que as contingências
obrigam a reformular programas e arquitecturas
institucionais para que os problemas
emergentes possam encontrar uma resposta
adequada). Neste artigo, o autor procura
mostrar que a União Europeia tem evoluído
mais por necessidade de resposta a problemas
imprevistos e gerados pelas mudanças do que
por respeito rigoroso das deliberações
tomadas pelos Estados membros – e que é
nessa flexibilidade que está o seu maior valor
estratégico para a afirmação dos valores
económico, político, militar e cultural da
Europa e de cada u...
Portugal é um caso excepcional, na Península Ibérica (onde foi a única
nação que conseguiu, sozinha, transformar a sua identidade em individualidade
de país), e na Aliança Atlântica (onde é o único membro europeu inserido no
comando supremo do Atlântico). Decorrendo ambas as circunstâncias de
potencialidades que, a não serem aproveitadas por si, mas por vizinhos aliados
que daí tudo teriam a lucrar para fins de poder negocial, poderiam descambar em
perigosas vulnerabilidades. Pelo que é vital que, não só o projecto de
regionalização da NATO, como o de regionalização do Continente (que estão
mais interligados do que possa parecer) precisem de ser vistos, urgente e
cuidadosamente, também à luz da segurança.
O artigo analisa a evolução das condições de segurança internacional, no
período pós-II Guerra Mundial até à actualidade, no ambiente da bipolarização
do sistema mundial à multipolaridade das relações internacionais e, simultaneamente,
os esforços das organizações internacionais, intergovernamentais e não
governamentais, para consolidação da paz, da estabilidade e da segurança,
nomeadamente, «no cenário mundial, marcado pela globalização e pela emergência
da sociedade - mundo».
