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Num mundo em transformação, sem ameaças claramente definidas mas cheio de incertezas e de riscos, as organizações internacionais responsáveis por assuntos de segurança e de defesa procuram adaptar as suas estruturas e conceitos ao novo ambiente. Uma dessas organizações é a NATO, que hoje enfrenta desafios totalmente diferentes aos que originaram a sua criação. Mas a reestruturação da NATO está a ser também fortemente influenciada pelos conceitos nacionais adoptados pelas grandes potências para a reorganização das suas próprias forças, pela possibilidade do seu alargamento a Leste, pela provável alteração dos estatutos da França e da Espanha na estrutura militar integrada e ainda por imperativos de economia e de uma mais equitativa partilha de encargos (burden sharing). Assim, as realidades geopolíticas e as razões militares ...
O modo como tem evoluído a concretização do projecto comunitário na Europa revela uma oscilação entre a ideia de antecipação (em que os programas negociados entre os diversos Estados europeus procuram responder com eficácia às questões políticas futuras) e a ideia de adaptação (em que as contingências obrigam a reformular programas e arquitecturas institucionais para que os problemas emergentes possam encontrar uma resposta adequada). Neste artigo, o autor procura mostrar que a União Europeia tem evoluído mais por necessidade de resposta a problemas imprevistos e gerados pelas mudanças do que por respeito rigoroso das deliberações tomadas pelos Estados membros – e que é nessa flexibilidade que está o seu maior valor estratégico para a afirmação dos valores económico, político, militar e cultural da Europa e de cada u...
Portugal é um caso excepcional, na Península Ibérica (onde foi a única nação que conseguiu, sozinha, transformar a sua identidade em individualidade de país), e na Aliança Atlântica (onde é o único membro europeu inserido no comando supremo do Atlântico). Decorrendo ambas as circunstâncias de potencialidades que, a não serem aproveitadas por si, mas por vizinhos aliados que daí tudo teriam a lucrar para fins de poder negocial, poderiam descambar em perigosas vulnerabilidades. Pelo que é vital que, não só o projecto de regionalização da NATO, como o de regionalização do Continente (que estão mais interligados do que possa parecer) precisem de ser vistos, urgente e cuidadosamente, também à luz da segurança.
O artigo analisa a evolução das condições de segurança internacional, no período pós-II Guerra Mundial até à actualidade, no ambiente da bipolarização do sistema mundial à multipolaridade das relações internacionais e, simultaneamente, os esforços das organizações internacionais, intergovernamentais e não governamentais, para consolidação da paz, da estabilidade e da segurança, nomeadamente, «no cenário mundial, marcado pela globalização e pela emergência da sociedade - mundo».
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