"Do campo epistemológico dos anos trinta deste século fazia parte o regionalismo. Geógrafos e historiadores não deixaram, por isso, de se debruçar sobre o regional e o local, datando de então os primeiros estudos estatísticos modernos sobre as migrações internas e a compreensão global do fenómeno. […]. Se a análise, por esse motivo, não é fácil, a síntese, a nível regional e nacional ao longo de quatro séculos, poderá ter apenas um sentido indiciário antes dos recenseamentos gerais da população. […] Limitar-me-ei, por isso, a percorrer posições que valerão apenas como pontos de observação possível. Começarei por revisitar o sentido da sedentariedade, antes de percorrer os grandes caminhos da movimentação da população em Portugal. […]"