"Em finais de Setecentos, os contactos entre Portugal e a Índia ultrapassaram em muito os aspectos meramente económicos, traduzindo-se, também, num relacionamento familiar que importa não olvidar. É que, para além da correspondência oficial e privada, dos livros e mercadorias trocadas, existia em Lisboa uma colónia de goeses formada por pessoas com um certo grau de cultura e responsabilidades cívicas. Esta circunstância poderá ter contribuído para reforçar a adesão dos goeses aos padrões das luzes. Perscrutar o perfil de alguns destes homens e reflectir sobre as suas ideias fundamentais, a fim de se ajuizar sobre a sua responsabilidade na preparação ideológica da Conspiração dos Pintos – é o que se pretende com estas notas. [...]"