Evoluções tecnológicas recentes, nomeadamente
em matéria de electrónica e de informática, e a
busca de conceitos operacionais adaptados às
novas tecnologias estão a revolucionar a arte da
guerra. O êxito da “Tempestade no Deserto”,
em 1991 e das sucessivas intervenções militares
dos EUA nos anos seguintes mais reforçaram a
ideia de que se estava perante uma verdadeira
revolução – É a Revolução nos Assuntos Militares
(RAM).
Na realidade, a RAM é um fenómeno complexo,
em que se cruzam os efeitos dos progressos
tecnológicos na indústria bélica, avanços
doutrinais, um quadro estratégico em rápida
evolução ainda certa dimensão utópica. Tal como
as revoluções militares anteriores, a RAM é uma
peça de transformações mais vastas e a sua
evolução afigura-se por isso imprevisível – e
eventualmente incontrolável…