A leitura como um processo cognitivo
Figueiredo, Olívia Maria
1999-01-01
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Poeta brasileiro, mas também universal pelas grandes causas políticas e sociais defendidas, Castro Alves é uma das grandes vozes épicas e líricas de seu tempo. Sua entrega ardente e apaixonada à causa do abolicionismo conferiu-lhe o epíteto de “Poeta dos Escravos”. Mas nem só por sua luta em favor da Abolição, o poeta ficou na memória brasileira. Seus amores, sua beleza, seu estilo de dândi, conferiram-lhe perfis que o carnaval, os quadrinhos, o cinema, o teatro, a poesia, o romance biográfico, a literatura de cordel, enfim, as várias manifestações culturais do Brasil cristalizaram. Relendo as várias biografias dedicadas ao poeta e estudando as manifestações culturais que o contemplam, pretende o presente estudo identificar os traços com que Castro Alves permanece na recordação dos brasileiros.
No século da independência, do Império e da República, a existência do sistema esclavagista marcou decisivamente a história do Brasil, condicionando as mentalidades e o futuro da nação.
Como tal, perante uma realidade insofismável, este trabalho procura demonstrar como no «século negro» a escravidão, a abolição, as relações entre senhores e escravos se estabeleceram, trazendo para a cena literária textos dramáticos e também narrativas (romances, novelas, contos, crónicas) de referências da literatura do Brasil, quase todas de autores bem conhecidos: Maria Firmina dos Reis, Joaquim Manuel de Macedo; Bernardo Guimarães, Aluísio Azevedo; e the last, but not the least, Machado de Assis.
Ocupando um lapso de tempo considerável, da década de 50 do século XIX à primeira do século seguinte, e um número extenso de textos, a análise de Úrsula (1...
A viagem é um fecundo motivo literário que permite, entre outras coisas, explorar a identidade de um indivíduo e de uma comunidade, estabelecer o contacto entre o Eu e o Outro, confrontar diversas visões do mundo e expandir o horizonte de conhecimento do viajante. O presente estudo parte da hipótese de que a viagem pode ser um fértil motivo promotor da construção e reformulação da ideia de nação. Esta questão é particularmente interessante no caso de textos pós-coloniais que entram em diálogo com as representações eurocêntricas desses territórios e dessas nações.
Como corpus elegeram-se quatro obras que retratam diversas viagens físicas e imaginárias: O Turista Aprendiz e Macunaíma, Herói sem Nenhum Caráter, do escritor brasileiro Mário de Andrade, e Terra Sonâmbula e O Outro Pé da Sereia, do escritor moçambicano Mia Couto. A escolha d...
A partir das cartas que escreveu criticando o poema épico “A
Confederação dos Tamoios” de Gonçalves de Magalhães, José de Alencar
começou, com ou sem querer, a traçar o que seria uma nova forma de poema
épico nacional. De rascunho em rascunho (Os Filhos de Tupã e O Guarani),
chegou a um romance em forma de lenda, Iracema, onde, transfigurando a
história de Martim Soares Moreno, fundador de Fortaleza, narra a formação
de uma nova nação – o Brasil, e de uma nova raça – a brasileira.
No século XVI, pouco depois da morte de Anchieta, o jesuíta Pero Rodrigues escreveu Vida do Padre José, incorporando testemunhos de "pessoas antigas e graves" não pertencentes à Companhia. A imagem aí denunciada foi-se repetindo, refletindo ou refazendo em outros textos - todos biográficos - que os jesuítas publicaram na Europa durante o século XVI, sendo também incorporada à literatura brasileira em que até hoje mostra vitalidade. São os contornos assumidos pelo mito - Orfeu, taumaturgo, harmosta, apóstolo, santo, poeta, bandeirante, fundador, ambíguo, pérfido - o objeto do presente estudo.
Vida obra e temas de Gonçalves Dias Alencar e Castro Alves; diferentes momentos do romantismo; o protagonismo dos índios e a secundarização do negro; o implemento do mestiço
