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Esta tese tem como tema os pobres de Coimbra nos séculos XVIII e XIX. Qual era a tipologia, dimensão demográfica, distribuição no espaço urbano ou condições materiais de existência da pobreza em Coimbra? E como é que a cidade respondeu a este problema concreto? Para obter respostas, o texto debruça-se sobre as concepções de pobreza veiculadas pela Igreja, pela literatura, pelos economistas e legisladores. E estuda o papel desempenhado em Coimbra pelas instituições judiciais, municipais, eclesiásticas, académicas e confraternais. Concretamente, a acção da Misericórdia, dos Hospitais da Universidade, dos colégios e recolhimentos, da Câmara Municipal, do Bispo, dos magistrados ou dos particulares que, sob diversas motivações, se envolveram na assistência tanto na sua vertente caritativa, como repressiva. Desta forma surgem as crianças enj...
Primeira parte de um conjunto temático centrado sobre a cidade de Coimbra e seu alfoz (com integração regional e nacional), versando as circunscrições administrativas em que se integra o espaço estudado (com relevo para a jurisdição dos juízes das aldeias e a problemática da guarda do campo e compáscuo), a população (salientando crises de mortalidade), estruturas económicas e sociais, regulamentação do artesanato e do comércio, meios de desenvolvimento do comércio (vias de comunicação e crédito) e abastecimento da cidade e termo (com tratamento de níveis alimentares).
"Do campo epistemológico dos anos trinta deste século fazia parte o regionalismo. Geógrafos e historiadores não deixaram, por isso, de se debruçar sobre o regional e o local, datando de então os primeiros estudos estatísticos modernos sobre as migrações internas e a compreensão global do fenómeno. […]. Se a análise, por esse motivo, não é fácil, a síntese, a nível regional e nacional ao longo de quatro séculos, poderá ter apenas um sentido indiciário antes dos recenseamentos gerais da população. […] Limitar-me-ei, por isso, a percorrer posições que valerão apenas como pontos de observação possível. Começarei por revisitar o sentido da sedentariedade, antes de percorrer os grandes caminhos da movimentação da população em Portugal. […]"
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