A leitura como um processo cognitivo
Figueiredo, Olívia Maria
1999-01-01
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Procura-se fazer em verso um retrato evocativo do pensador António Telmo, que dedicou boa parte da sua reflexão ao estudo da poesia portuguesa (Luís de Camões, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa).
O volume reúne um numeroso conjunto de ensaios dedicados a Florbela Espanca, constituindo o acervo mais completo e atualizado dos textos críticos florbelianos.
Fialho de Almeida, Florbela Espanca e Raul de Carvalho nasceram, respectivamente, em 1857, 1894 e 1920. Todos eles escritores alentejanos, pertencem a gerações imediatamente sucessivas. Poderiam ser filhos uns dos outros. E, de facto, esta sequência tem muito de linhagem – como se cada um tivesse herdado, e transmitido, um feixe de traços literários, estéticos, experienciais, enunciativos e temáticos de eleição. Produto de uma peculiar afinidade entre personalidades literárias, entretece-os um conjunto coeso de sentidos e destinos.
O estudo dos dois ilustres representantes – Sebastião José de Carvalho e Melo e Baltazar Gaspar Melchor de Jovellanos, líderes nos respetivos países entre os séculos XVIII e XIX – tem como objetivo compreender a razão de terem sido rejeitados, incompreendidos e até injuriados pelas suas pátrias.
O primeiro restabeleceu a economia do país, aproximando-a à realidade económica e social da Europa, que desde o reinado de D. João IV era decadente. Foi um estadista admirado pelas atitudes nobres que tomou no fortalecimento da nação, iniciando com esse intuito várias reformas. Porém, tornou-se num “déspota iluminado” afirmando-se como único soberano, senhor do poder e da verdade, passando a ser odiado pelo povo.
O segundo era portador de um pensamento de inovação invejável para a época. Incansável ao serviço da sua pátria, lutou desde muito jo...
O Arquivo Histónco-Social (AHS) foi constituído no final da década de 70 no âmbito do Centro de Estudos
Libertãnos (CEL. em Lisboa) por iniciativa de pessoas como Emídio Santana, Moisés Silva Ramos. Lígia de
Oliveira, Francisco Quintal. Sebastião de Almeida. João Freire e outros, tendo reunido espólios de antigos
militantes sindicalistas e anarquistas, bem como das suas organizações especificas (grupos acratas. uniões e federações), sindicais (associações de classe, sindicatos únicos, uniões locais, federações, congressos operários e Confederação Geral do Trabalho) e culturais.
Esses espólios guardaram documentação sobrevivente de antigas organizações que foi salva e conservada durante o longo período de clandestinidade por militantes sociais juntamente com os seus próprios documentos. Com essa iniciativa importava salvaguardar a memór...
Na criação artística anglófona, múltiplos são os exemplos de representações de forças demoníacas e da figura do Diabo, tendo a cultura popular sido veículo para muitas dessas produções fortemente possuídas por esta temática. No que diz respeito à música, sabe-se, por exemplo, como o Jazz foi frequentemente denominado Ŗthe Devilřs musicŗ por muitos críticos dos anos 20. Os prñprios Rolling Stones criaram ŖSympathy for the Devilŗ (1968) em que Mick Jagger recuperava a voz do Diabo representando-o. O chamado Black Metal, por exemplo, é um subgénero do Heavy Metal que está vulgarmente associado ao demónio pelo seu uso de letras musicais profundamente anti-cristãs e de símbolos ligados ao satanismo, como o pentagrama e a cruz invertida. A prñpria canção ŖDreamlessŗ dos Moonspell é acerca da relação romântica entre Lúcifer e Lilith, um demón...
Esta pesquisa estuda Incidente em Antares, de Erico Veríssimo, e O cão e os caluandas, de Pepetela, na perspectiva da sátira menipeia. Para além da biografia dos autores, busca-se discutir as origens do gênero da menipeia, recuperando o seu mais importante representante - Luciano de Samósata. É, porém, sob a teoria de Mikhail Bakhtin que se analisam as obras dos escritores brasileiro e angolano. Quer-se verificar a presença de específicas características da sátira menipeia, as quais são o carnaval e o riso ritual, a paródia, a liberdade imaginativa, o fantástico e seus desdobramentos, as cenas excêntricas, os contrastes, a polifonia, a utilização de gêneros intercalados e a chamada publiscística atualizada. No último capítulo há uma observação sociológica das obras, o que permite pensá-las como um retrato das sociedades a que os autore...
“Aqui, todos são loucos. Eu sou louco. Tu és louca!”, diz o Gato de Cheshire empoleirado numa árvore, donde parece adquirir o ponto de vista abrangente de um esclarecido filósofo, em Alice no País das Maravilhas. Este iluminado pensamento, verbalizado por um animal conotado com a prática da reflexividade e da contemplação, revela-nos como Lewis Carroll usou o nonsense para nos dizer que este nos é muitas vezes imposto sem que se possa controlar nem escapar à perplexidade que nos causa. Todas as definições aprendidas para nos podermos orientar no mundo serão, assim, completamente arbitrárias, não tendo este afinal qualquer sentido a priori, exigindo que cada um lhe atribua o seu próprio sentido. Quando no capítulo VII, intitulado “Um Lanche Maluco”, Alice toma chá com a Lebre de Março e o Chapeleiro, este tenta definir a semelhança surr...
Reflexões a propósito da publicação the Hunting of the Snark de Lewis Carroll.
