Boletim informativo NEPS
Universidade do Minho. Instituto de Ciências Sociais. Núcleo de Estudos de População e Sociedade
2001-11-01
Resultados de pesquisa
Foram encontrados 109 registos.
Introdução: É amplamente conhecida a relação entre experiências traumáticas e dissociação. As experiências traumáticas e dissociativas são duas das condições conducentes a sintomas de depressão, ansiedade e stress. Objetivo: O nosso objetivo neste estudo foi explorar o papel mediador de vivências positivas Compaixão, Esperança, Otimismo e Mindfulness na relação entre Experiências Dissociativas e Traumáticas, a fim de percebermos se existe atenuação ou não, nos sintomas de depressão, ansiedade e stress. Metodologia: A amostra total incluiu 145 sujeitos, 40 do sexo masculino (27,6%) e 105 do sexo feminino (72,4%), com idades compreendidas entre os 18 e os 57 anos de idade (M = 28,06; DP = 9,48). A maioria da nossa população da amostra possui uma licenciatura (n = 67; 46,2%). Todos os sujeitos responderam a uma bateria de testes constituí...
Objetivos: Este estudo tem como objetivo determinar se a ansiedade é um fator preditivo de depressão, independentemente de características demográficas e clínicas. Método: Utilizou-se como metodologia básica a aplicação de questionários para obtenção dos dados numa amostra de 83 idosos institucionalizados em Coimbra. O estudo foi de natureza prospetiva e quasi-experimental. Para atender aos objetivos propostos, foram aplicados vários instrumentos de avaliação psicológica: um questionário sociodemográfico; a Escala de Depressão Geriátrica; o Inventário de Ansiedade Geriátrica; a lista de Afetos Positivos e Negativos; O teste breve de rastreio cognitivo e o Questionário de Sono na Terceira Idade. Resultados: Os resultados sugerem para os idosos institucionalizados que sofrem de ansiedade, sintomas de depressão e declínio cognitivo. A reg...
Introdução: A deficiência visual é classificada em duas categorias: a cegueira e a amblíopia.
A cegueira, de um ponto de vista do desenvolvimento, também é classificada em duas categorias: congénita e adquirida. Estudos apontam para a existência de limitações cognitivas, perfis de personalidade mal adaptativos e probabilidade de psicopatologia, superiores em sujeitos com deficiência visual adquirida. É conhecida a relação entre as experiências traumáticas e dissociação, bem como, estas são duas condições conducentes a sintomas psicopatológicos. Outros estudos, do âmbito da psicologia positiva, têm demonstrado que o otimismo, autocompaixão, o mindfulness e a esperança influenciam positivamente a depressão, a ansiedade e o stress.
Objetivo: Este estudo pretendeu investigar se há diferenças nas dimensões positivas,
Esperança, Otimismo,...
Esta investigação pretendeu alargar o conhecimento das associações entre auto-regulação, auto-eficácia e instrumentalidade da auto-regulação da aprendizagem e variáveis demográficas, intelectuais e sucesso escolar numa amostra de alunos do 5º ano.
Utilizando uma amostragem de conveniência, foram inquiridos 54 alunos com idades compreendidas entre os 10 e 12 anos. Os alunos foram classificados em categorias de acordo com os aspectos sociodemográficos.
Na recolha de dados foi utilizado um questionário sociodemográfico criado para o efeito, o Inventário de Processos de Auto-regulação da Aprendizagem – revisto (IPAAr), o Questionário da Auto-Eficácia da Auto-Regulação da Aprendizagem (QAEARA), o Questionário da Instrumentalidade da Auto-Regulação da Aprendizagem (QIARA) e o Teste das Matrizes Coloridas de Raven (MPCR).
O nosso estudo co...
Sabe-se que a afetividade se se relaciona com o défice cognitivo e que o défice cognitivo constitui um risco para a demência. A revisão da literatura, no entanto, não responde à questão: os afetos positivos e negativos aumentam/diminuem o risco para o défice cognitivo?
O nosso objetivo é, então, analisar a relação entre afetividade e défice cognitivo e averiguar qual o impacto dos afetos positivos e negativos no défice cognitivo. Dentro deste objetivo, queremos caracterizar a população idosa relativamente à intensidade da afetividade e nível do funcionamento cognitivo; estudar a relação entre afetividade e funções cognitivas, controlando o efeito das variáveis sociodemográficas e emocionais; comparar a afetividade entre os tipos de défice; avaliar a relação entre afetividade e sintomatologia, controlando o efeito do défice; determinar...
Introdução: A depressão é frequente em idosos institucionalizados e é frequente associar-se à solidão, à ansiedade e à afetividade. No entanto, falta investigação longitudinal que mostre quais os fatores que se associam à evolução da depressão. Objetivos: Descrever a evolução dos sintomas depressivos durante um período de tempo de cerca de dois anos e verificar que fatores se associam à evolução da depressão. Metodologia: Avaliámos 83 idosos institucionalizados em dois momentos com 2 anos de intervalo, com idade inicial compreendida entre os 50 e 100 anos, 79,5% mulheres, 86,7% sem companheiro, 72,3% com alguma escolaridade e 88,0% com profissão manual. Avaliámos a depressão através da Escala Geriátrica da Depressão (GDS), a solidão pela Escala de Solidão (UCLA), a ansiedade pelo Inventário Geriátrico de Ansiedade (GAI) e afetividade p...
Contexto: O envelhecimento normal é caracterizado por alterações na cognição. Em contraste com o envelhecimento normal podem ocorrer alterações cognitivas patológicas. Quando tais alterações são mais extensas do que as expectáveis para o envelhecimento normal mas sem alcançar magnitude de demência, temos o Declínio Cognitivo sem Demência (DCSD).
Independente da etiologia subjacente ao DCSD, as taxas de conversão para a demência são altas. Assim, perante o impacto que o DCSD tem nos idosos, torna-se importante implementar programas de reabilitação com a finalidade de influenciar favoravelmente a prevenção da demência.
Objetivos: Este estudo pretendeu investigar a influência de um Programa de Reabilitação
Neuropsicológico Grupal (PRNG) no funcionamento cognitivo e executivo de idosos
institucionalizados com DCSD.
Metodologia: A amos...
O nosso principal objetivo é determinar quais as variáveis sociodemográficas e emocionais que se relacionam com a qualidade subjetiva do sono. Para o referido estudo, interessou avaliar os resultados obtidos no Questionário de Sono para a Terceira Idade, Geriatric Depression Scale e Positive and Negative Affect Schedule. Através de uma amostra de 334 idosos com idades compreendidas entre os 50 e os 100 anos, verificámos uma média alta de sintomas de depressivos (M = 14,74; DP = 6,73), de afetividade negativa (M = 25,69; DP = 9,08) e uma média baixa de qualidade subjetiva do sono (M = 20,13; DP = 5,65) e afetividade positiva (M = 29,68; DP = 7,68). Os resultados evidenciaram que a idade, a baixa escolaridade e a sintomatologia depressiva e o sexo feminino, podem ser influentes na qualidade subjetiva do sono nos idosos. Os resultados evi...
Contexto: Sabe-se que os idosos que vivem sob resposta social sentem-se mais insatisfeitos, devido ao afastamento do seu meio social, e a um dia-a-dia mais monótono. Sabe-se também que a ansiedade diminui, porque seu dia-a-dia se tornou menos agitado. Em Portugal existem alguns estudos sobre a satisfação com a vida, mas é ainda escassa a investigação da relação entre satisfação com a vida e os sintomas ansiosos em idosos sob resposta social.
Objectivos: O nosso estudo teve como objectivo verificar se existe relação entre satisfação com a vida, sintomas ansiosos em idosos sob resposta social. Foi igualmente nosso objectivo verificar a prevalência da satisfação com a vida, a prevalência dos sintomas ansiosos, em idosos que frequentam centros de dia e
idosos que residem em lares, assim como verificar se existe relação entre os idosos qu...
Introdução: Assumimos que queixas referidas por profissionais que trabalham com autismo são semelhantes às referidas por pessoas que trabalham com deficiência mental, dado o autismo ser considerado uma perturbação neurodesenvolvimental com manifestações semelhantes às situações de deficiência mental. Assim, são nosso objetivos: analisar e comparar níveis de autocriticismo, estratégias de coping e mindfulness em profissionais de instituições que acompanham pessoas com autismo e em profissionais de instituições que acompanham pessoas sem perturbação neurodesenvolvimental; analisar e comparar os mesmos grupos num conjunto de variáveis sociodemográficas e profissionais; explorar associações entre as diferentes variáveis referidas em ambos os grupos. Metodologia: Cinquenta e três profissionais (25 que acompanham pessoas com autismo e 28 que...
