A leitura como um processo cognitivo
Figueiredo, Olívia Maria
1999-01-01
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Não raro hipostasiado pela crítica, o “modernismo” de Mallarmé não se esgota num complexo jogo de signos, nem num ensimesmamento frio e redutor, muito próximo de uma concepção autotélica da literatura. No seu artigo de 1876 sobre a adaptação da tragédia clássica Erechtheus por Ch. Algernon Swinburne, o poeta francês realça os aspectos inovadores da obra do seu congénere, adoptando um posicionamento que revela um fascinante equilíbrio clássico-moderno. Pelos laços inter e intra-textuais que este artigo estabelece com outros textos do mestre do Simbolismo, tanto da sua escrita de ficção como ensaística ou meta-discursiva, vemos quanto o tema do teatro pesa no seu projecto mais vasto de literatura, onde é constante a tentativa de decifração do mistério do mundo através da linguagem.
Frequently, Mallarmé’s modernism is referred to critics...
Publicado em 1894, em forte sintonia com um tempo de crise e de questionamento de novos paradigmas de representação teatral (Mallarmé, Maeterlinck), o poema dramático Belkiss, Rainha de Sabá D’Axum e do Hymiar de Eugénio de Castro passou desapercebido no campo da Literatura dramática do fim-de-século XIX e não teve a atenção crítica que merece. Partindo da contextualização da obra, este artigo pretende evidenciar a forma como o projecto estético que lhe está subjacente dialoga e interage quer com textos contemporâneos enformados numa estética simbolista valorizadora do mistério (Maeterlinck e D. João da Câmara), quer com outras tentativas de incursão num teatro da alma, valorizador da palavra (Pessoa e Sá-Carneiro). A análise do tecido poético e metafísico de Belkiss levar-nos-á a descobrir aspectos da sua ―inquietante estranheza‖ em r...
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Majeures dans Leçon, les réflexions de Barthes sur le langage s’articulent à une vision de la littérature riche de perspectives pour d’autres sciences humaines qui centrent leurs enjeux et leurs démarches sur le partage sensible de l’homme et du langage. C’est le cas de la Médecine narrative (Charon, 2006) faisant converger des pratiques littéraires et médicales à notre époque où l’avancée biotechnique de la médecine est contrée par des approches (ré)investies d’une éthique relationnelle et de la prise en compte de la subjectivité.
Recensão Crítica da obra La Voix juste. Essai sur le bref, de Gérard Dessons.
Revue du Voix et relation Une poétique de l’art littéraire où tout se rattache, de Serge Martin.
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